O Brasil já viveu recentemente a experiência de um governo de extrema direita. E, para o SINDIESP (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Internet e nas Empresas e Cursos de Informática do Estado de São Paulo), é fundamental que os trabalhadores conheçam a história recente do País e reflitam sobre os impactos que decisões políticas podem provocar diretamente em suas vidas.
Entre 2019 e 2022, o Brasil passou por profundas mudanças. Uma delas foi a Reforma da Previdência de 2019, que alterou as regras para aposentadoria, estabeleceu novas exigências e mudou critérios para concessão e cálculo de benefícios.
Para quem é jovem, aposentadoria pode parecer um assunto muito distante. Mas não é! As decisões tomadas hoje determinam quando e em quais condições você poderá se aposentar no futuro.
Também foi nesse período que o Brasil enfrentou uma das maiores crises sanitárias de sua história: a pandemia da Covid-19. A condução do governo federal durante a crise foi objeto de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, que investigou ações e omissões no enfrentamento da pandemia. Essa história não pode simplesmente ser esquecida.
Agora, novamente, o Brasil discute diferentes projetos políticos e diferentes visões sobre o papel do Estado, os direitos trabalhistas e o futuro das relações de trabalho. E o trabalhador precisa estar atento! O mundo do trabalho está mudando rapidamente. Inteligência Artificial, automação, trabalho remoto, plataformas digitais e novas formas de contratação já fazem parte da realidade de milhões de brasileiros.
Modernização é necessária. Tecnologia é fundamental. Desenvolvimento econômico e geração de empregos são indispensáveis. Mas modernizar não pode significar retirar direitos! Propostas que ampliam a flexibilização das relações de trabalho, reduzem proteções legais ou enfraquecem a organização coletiva dos trabalhadores precisam ser analisadas com muita atenção.
Existe uma diferença enorme entre o poder de negociação de um trabalhador sozinho e o de uma grande empresa. É justamente por isso que existem legislação trabalhista, Sindicatos e instrumentos de proteção coletiva.
Outro debate que interessa especialmente às novas gerações é a escala 6×1. Estamos falando de pessoas que trabalham seis dias para descansar apenas um. Para o SINDIESP, discutir o fim da escala 6×1 significa discutir muito mais do que uma jornada de trabalho.
É discutir qualidade de vida.
É ter tempo para estudar.
Tempo para cuidar da saúde.
Tempo para ficar com a família e os amigos.
Tempo para descansar.
Tempo para viver!
O trabalhador não pode ser tratado como uma peça descartável de uma engrenagem econômica. Por isso, antes de apoiar qualquer projeto político, é fundamental conhecer o que ele propõe para quem vive do próprio trabalho.
O que pretende fazer com os direitos trabalhistas?
Qual é sua posição sobre jornada de trabalho?
O que pensa sobre aposentadoria?
Defende mais proteção ou mais flexibilização?
Qual é sua posição sobre Sindicatos e negociação coletiva?
Essas perguntas precisam fazer parte do debate.
O SINDIESP acredita no desenvolvimento econômico, na inovação, na tecnologia, no empreendedorismo e na geração de empregos. Mas também acredita que crescimento econômico e proteção aos trabalhadores precisam caminhar juntos.
O sindicalismo tem lado: o lado de quem trabalha! O SINDIESP não se calará diante de projetos de extrema direita que ameacem direitos, enfraqueçam os Sindicatos e reduzam a capacidade de negociação dos trabalhadores. Combater essa agenda é defender a categoria contra jornadas desumanas, salários insuficientes e a retirada de proteções conquistadas com muita luta. Nenhum discurso de modernização justifica impor mais sacrifícios a quem já trabalha tanto!
Nossa posição é de luta e enfrentamento! Defenderemos o fim da escala 6×1, a aposentadoria digna, a valorização do salário mínimo com reajustes que preservem o poder de compra e assegurem ganhos reais, além de Sindicatos fortes para negociar e conquistar direitos. Não aceitaremos que o crescimento das empresas aconteça à custa da saúde, do descanso e da dignidade dos trabalhadores. Contra o extremismo de direita e os ataques à organização da classe trabalhadora, nossa resposta será unidade, mobilização e resistência. Direitos não são privilégios. Trabalhador não é máquina!
PELO FIM DA ESCALA 6X1!
EM DEFESA DA APOSENTADORIA!
EM DEFESA DOS DIREITOS TRABALHISTAS!
NENHUM DIREITO A MENOS!
DEMOCRACIA SEMPRE!
Defendemos também a soberania nacional e a proteção das nossas terras, dos nossos minérios e das nossas riquezas naturais, que devem servir ao desenvolvimento do Brasil e ao bem-estar do nosso povo!


