A interrupção de uma relação de aproximadamente 20 anos de negociações coletivas nos levou a ingressar com um Dissídio Coletivo de natureza econômica contra o sindicato patronal. A medida, apresentada ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), busca uma solução ao impasse nas tratativas da data-base de janeiro de 2026, após sucessivas tentativas do Sindicato de estabelecer diálogo com a entidade patronal.
HISTÓRICO
O SINDIESP (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Internet, Manutenção e Cursos de Informática do Estado de São Paulo) encaminhou a Pauta de Reivindicações em dezembro de 2025 e realizou novas convocações ao longo dos primeiros meses de 2026, sem conseguir avançar nas negociações.
O SEPROSP (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo), estranhamente, passou a alegar que não mais representava as categorias defendidas pelo SINDIESP, mesmo tendo negociado conosco por mais de 20 anos.
Diante da resistência, o SINDIESP ingressou inicialmente com uma Reclamação Pré-Processual (RPP), encerrada sem acordo e sem uma definição judicial sobre a controvérsia de representação sindical. Esgotada essa tentativa de conciliação, o caminho foi recorrer ao Dissídio Coletivo.
JUSTIÇA DO TRABALHO DETERMINA MANIFESTAÇÃO DO SEPROSP
O processo teve novo andamento após despacho do desembargador responsável, que determinou a citação do SEPROSP e estabeleceu prazo de oito dias para apresentação de defesa. A entidade patronal deverá se manifestar com uma oferta concreta de solução conciliatória ou especificar os pontos de impasse na negociação, inclusive com indicação de contraproposta.
A determinação representa uma nova etapa processual, ainda sem julgamento definitivo do mérito. O SINDIESP reafirma sua disposição ao diálogo, mas considera indispensável uma resposta efetiva às reivindicações da categoria e o respeito à sua representação sindical.
Nosso presidente Abner Teixeira da Silva comenta que a iniciativa judicial reflete o compromisso da entidade com os trabalhadores e a preservação de seus direitos.
“Não podemos aceitar que uma história de mais de 20 anos de negociações seja simplesmente interrompida, sem sequer oferecer à nossa categoria a oportunidade de debater suas reivindicações. Sempre estivemos abertos ao diálogo e assim permaneceremos. No entanto, diante de tantas negativas, temos a responsabilidade de buscar todos os caminhos legais necessários. O trabalhador não pode ser prejudicado por esse impasse. Nossa luta é pelo respeito à representação sindical, pela valorização profissional e, acima de tudo, pelos direitos de quem representamos”, afirma.


